Pessanha, Velha Glória.

Sebastião Pessanha nasceu em Luanda a 4 de Agosto de 1960. Jogou no CDSC desde 1982 até 1995 altura em que saiu do clube.

A sua carreira no CDSC foi enorme, fez muitos jogos, marcou muitos golos e teve duas subidas de divisão à 2ª B em 1986/87 e 1989/90.

Este sábado poderão rever o Pessanha e outros jogadores do CDSC num jogo de Velhas Guardas frente ao Nacional pelas 15:30 no Lajedo.

CM: Como é que chegou ao Santa Clara?

SP: Comecei a jogar futebol aos 15 anos nos juniores do Futebol Clube Micaelense, aos 17 anos fui campeão de S Miguel senior no Futebol C Micaelense, aos 18 anos fui jogar para o Oliveirense, para a 3ª divisão a convite de mister Jaime Graça, estive 2 épocas, a última na grande equipa do Oliveirenses, chefiada por mister Mário Nunes.

Deu-se a 2ª subida do Santa Clara à 3 ª divisão, e o meu amigo Castanha, perguntou-me se eu queria ir jogar para o Santa Clara, e eu aceitei. Posso dizer que deixei de ganhar 80 contos (400 euros), para ganhar 15 contos (75 euros). No meu ingresso no Santa Clara na 3ª divisão Nacional fui treinado pelo mister Fernando Brito e na mesma época o mister João Flores.

Estádio de S. Miguel | Equipa treinada por João Flores

CM: Quantas épocas esteve no clube?

SP: Joguei neste grande Clube 13 épocas, de 1982/83 a 1994/95

CM: Quantos jogos oficiais realizou pelo clube?

SP: Foram tantos que não sei dizer. Foram muitos mesmo. (perto de 400 jogos)

CM: Quantos golos marcou no Santa Clara?

SP: Golos foram muitos , mas também não sei dizer quantos, só posso dizer que no ano que subimos á 2ª divisão B pela segunda vez (1989/90) fui o melhor marcador de todos os campeonatos Nacionais com 36 ou 38 golos só no campeonato. (Magnusson só marcou 33 na 1ª Divisão Nacional)

Jácome Correia | Equipa treinada por Armando Fontes

CM:  E qual o melhor golo?

SP: Marquei alguns muito bons, mas talvez em Campo Maior, ponta pé de bicicleta ao ângulo.

CM: Como é que foi a sua estreia no Santa Clara?

SP: A minha estreia foi normal, não senti nada de especial, a não ser a grande massa associativa do Santa que puxava por nós, e que era em grande número, como agora nestes últimos jogos em casa.

CM: E a sua despedida?

SP: A minha despedida foi com tristeza de deixar o ambiente do balneário, as concentrações e os amigos.

Estádio de S. Miguel | Equipa treinada por Armando Fontes

CM: Qual o momento mais feliz no clube e o mais triste?

SP: Os momentos mais felizes, foram as duas subidas de divisão à 2ª B, enquanto jogador, as tristes, foram as 2 lesões, uma no braço e outra no pé.

CM: Que jogadores é que destaca das equipas do CDSC que fez parte?

SP: Foram vários, bons daqui da terra e do continente e alguns brasileiros, não digo nenhum em particular porque gostei de vários.

Estádio de S. Miguel | Equipa treinada por Armando Fontes

CM: Qual o dirigente do Santa Clara que mais marcou e porque razão?

SP: Houve vários dirigentes que me marcaram, porque no Santa Clara sempre foi uma grande família, todos ajudavam para que o clube crescesse , mas tenho que destacar o pai do Santa Clara e de todos os jogadores, Engº Dionísio Leite, ainda hoje devo parte da minha vida a ele.

CM: E o treinador e as razões também?

SP: Treinadores tive vários, João Flores , Capitâo Brito, Jaime Medeiros, Armando Fontes, Cavém, José Maria, Baltazar, Botelho de Melo, Mario Nunes, se calhar vou me esquecer de algum, mas de todos foi o Jaime Graça, depois dai não sei se o Santa Clara, alguma vez teve um melhor.

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CM: Como é que vê o futuro do Santa Clara?

SP: Para já o presente vai bem, com este presidente e todos os que o rodeiam, voltou a mística do Santa Clara, aos domingos, o campo está cheio como no meu tempo, esta gente chamou outra vez aquelas pessoas que sempre deram muito ao nosso clube.

Mas nem tudo são rosas, temos que voltar à nossa formação, e não é ganhar campeonatos de ilha e regionais, que se está a trabalhar bem, porque no tempo em que jogava , todos os anos vinham jogadores dos juniores para a equipa sénior, e agora zero, temos que treinar e jogar em Ponta Delgada, e não andar com a casa às costas.

Temos que ter treinadores da equipa sénior que observem os miúdos, que treinem com eles, etc.

As camadas jovens , dantes batiam-se com o Sporting, Benfica e outros tantos, de igual para igual, aqui no nosso velhinho Jácome Correia, fora era sempre mais difícil, pois íamos jogar em relvado. Agora só vejo “Mourinhos” que ganham isto e aquilo com muitos truques, e depois é só levamos “porrada” a nível Nacional e nada para os séniores. Não se esqueçam de olhar mais para as camadas jovens, mas com um olhar diferente.

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