Trambolhão e a mudança de tom

O CDSC deu um enorme trambolhão na classificação. Cai de 4º para 7º numa jornada que poderia ficar em 3º isolado. Deixamos de olhar para a frente para estarmos mais preocupados em olhar para trás. No final do jogo registamos a alteração no discurso por parte do mister Carlos Pinto. Já não fala em subir degrau a degrau, fala num projeto de ano e meio. É certo que a Assembleia Geral da Liga desta semana foi clarificadora em relação ao futuro da II Liga, mas a preocupação em acalmar as hostes e relembrar que o prémio só será coletado lá para Maio de 2018 também esteve presente no discurso do mister Carlos Pinto.

No entanto esta travessia não está a ser fácil e não está a evoluir como desejávamos. Vitórias morais não enchem barriga e mais grave do que isso é o facto de ainda não termos garantida a manutenção. Se o espírito é “com o tempo lá chegaremos”, a realidade poderá ser bem madrasta para os nossos sonhos, a curto, médio e longo prazo.

O CDSC tem um sistema de jogo dominador e através da qualidade de jogo espera chegar à vitória. Isso é um princípio do qual não devemos abdicar. Mas tem faltado objectividade, sagacidade e leitura de jogo. Por exemplo, se estamos consecutivamente a esbarrar numa parede e percebemos que ela não vai ceder, damos um passo atrás e tentamos dar a volta. No jogo de hoje frente ao Gil Vicente, o CDSC efectuou dezenas de cruzamentos e só por 3 vezes é que provocaram algum perigo. E destas 3 vezes qual foi a diferença? Cruzamentos atrasados com a defesa em contra pé. É simples.

Mister Carlos Pinto fez duas alterações a meio da segunda parte passando a jogar em 4-2-4. O que aconteceu? A bola nunca mais chegou à grande área, a não ser quando foi o golo do Guilherme.

O ritmo do jogo do CDSC tem que ser mais rápido, tem que ser mais envolvente nos seus sectores mais avançados e é necessário ter alguém que pense o jogo. Não existe nenhum “10” que marque o ritmo. Já vimos alguma coisa do Osama Rashid, pelo menos nas bolas paradas tem muita qualidade e objectividade no que fez.

Não partilhamos da análise do mister Carlos Pinto que diz que foi um jogo com muita qualidade por parte do CDSC. Não ganhamos e não se constrói uma equipa com só derrotas.

É necessário dar um murro na mesa, porque neste momento a manutenção está em perigo.

Quarta-feira esperamos um revolução no onze inicial.

final-gvfccdsc

 

 

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